quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ride Florecita. Ride!



"A vida é um caminho sem volta e a rota pedalada nunca mais é a mesma depois que passamos por ela...
Ser ciclista é definitivamente ver além do que a vida cotidiana pode retratar. A bicicleta é o melhor veículo para conhecer não só o mundo como a si mesmo. O horizonte que se expande em longas jornadas não é só o que se vê do lado de fora, mas também o que está dentro de cada um."


Este texto foi retirado de um post do blog do transporte ativo que tem como titulo a frase: Superpoderes ciclisticos: Expandir horizontes

Nao posso deixar de concordar, desde que voltei a pedalar, expandi os horizontes, as amizades e a vida. Por que tudo isso so faz ter vontade de viver mais e mais. O ar que eu respiro tem mais oxigenio, minha cerveja e mais gelada e voltei a saber o sabor de uma coca cola no meio do caminho do nada para lugar nenhum. A cidade onde eu vivo ficou melhor e mais bonita, e ja posso ver graca na baranguice das luzes de natal. Cada pedal e magico, e a cada pedal sinto que estou a renascer pois sinto mais a vida que pulsa nas minhas veias. Pedalar me faz uma pessoa melhor.

domingo, 6 de dezembro de 2009

XI Volta Internacional da Pampulha



Preciso começar este texto, com uma volta no tempo, há aproximadamente 1 ano atrás, quando me preparava para a minha primeira Volta da Pampulha. Nesta época, começava a participar de competições de corrida, e seria minha mais longa até então. Nesta época, perguntei a um grande amigo do trabalho, que é corredor de longa data,o Fredinho, qual seria uma boa estratégia para enfrentar a corrida. Ele me disse que costumava dividir a prova em 3 partes de 6km onde na primeira o jeito seria tentar acelerar para fugir da multidão, na segunda segurar em um bom ritmo e na terceira, dependendo das condicoes do corredor, seria dar tudo e bater um record, ou dar tudo para terminar a prova fosse como fosse. Trago comigo este ensinamento para todas as provas de média distancia que corri neste ultimo ano (3 meias maratonas e 1 dez milhas). Isto ajuda a motivar nos momentos mais difíceis e também com as estratégias para hidratar e tomar gel, comer etc. Preciso ainda comentar que este, para mim, foi uma ano fabuloso nas corridas. Iniciei neste esporte praticamente no ano passado, mas neste ano procurei um técnico, o Marcelinho do Clube Formula de Corrida, que sempre tem me apoiado alem de ser impecável nos treinamentos que me passa. Nesta corrida de hoje tive consciência de o quanto cresci como corredora seguindo os treinamentos e posso afirmar que não sou a mesma de um ano atrás, e honestamente, me sinto não apenas uma corredora melhor, mas também uma pessoa melhor.
Neste ultimo ano de corrida, corri muitas provas, mas principalmente conheci muitas pessoas especiais, que me trouxeram coisas boas para a corrida e para a vida, mesmo com um contato pequeno, mas com grandes lições.
Voltando ao tema desta Volta da Pampulha, esta prova para mim tornou-se especial, primeiro, por ter sido a minha estréia no mundo além dos 10km ainda no ano passado. E a segunda razão, é por ser uma prova emblemática para a Cidade de Belo Horizonte, onde moro já tem 3 anos e foi uma cidade que me acolheu de um jeito especial e que aprendi a amar como minha terra.
Isto tudo para explicar que esta Volta da Pampulha, para mim, carregou o significado de todo um ano de corridas, e hoje, durante a prova, me dei conta do tanto que esta corrida me é especial. Hoje, como já disse, sou outra corredora, e neste domingo de manhã, entendi de uma maneira diferente os ensinamentos que meu amigo corredor Fredinho me passou para minha primeira na Volta da Pampulha há um ano atrás. Aprendi com o dia a dia, com cada treino, cada corrida e com as lições que tantas pessoas deixaram marcadas na minha vida. Posso descrever minha corrida hoje em três fases, que refletem este ultimo ano de treinamentos.

Fase 1: Correndo com a cabeça - A gente sempre precisa acertar umas últimas coisas antes do dia da corrida, fazer o último treino da planilha, no meu caso, um trote na sexta feira pela manha. A gente sempre precisa quebrar um pouco as regras e relaxar, por isso no sabado, mesmo com a chuva fui com meu queridíssimo amigo Fabio, para pedalar, trilhazinha curta e enlameada, mas conversamos, relaxamos e lavamos a alma. Claro, sempre pagamos um preço por quebrar as regras (o crime não compensa rs), a noite, por causa da chuva tive uma febrinha quando me preparava para confraternizar no jantar do twitters run, não fui, achei melhor descansar em casa, afinal 18 não são 10, melhor prevenir. No domingo, cedinho saímos para a corrida eu mais um casal de amigos. Saindo de casa, no trajeto para a Pampulha aquele clima de tensão pre prova tão conhecido por todos. Chegando, logo fomos para a largada e o panorama era desde ontem de chuva, muita chuva. E assim soaram as buzinas (fuooooooo) e as 9:15 largamos, água de cima da chuva, água debaixo das grandes poças. E seguimos assim, eu e mais 12.500 pessoas nesta situação. Primeiro km 5'45", lento, engarrafado, mas o jeito e manter a tranqüilidade e acelerar aos poucos. Logo cheguei ao meu primeiro terço de prova: Quilômetro 6, completamente molhada, pernas inteiras, alma lavada. Providência, no próximo posto de água tomar o primeiro gel e acelerar.
Fase 2: Correndo com as pernas - Por volta do km 9, me dei conta que já se passava metade da prova (na verdade um pouco mais), mas a segunda metade sempre exige mais, o combustível aos poucos se esgota, a musculatura começa a reclamar. Me lembrei do ano passado, de o quanto foi emocionante e como fui ousada, não tinha medo de quebrar, apenas corri. Lembrei deste ultimo ano onde tive uma base melhor, estava melhor preparada, não, as pernas não me deixariam na mão. Acelera Ligia, sem medo, faltam menos de 9km. Fui revezando com um senhor mais velho, que ora me passava, ora eu o passava. Estava feliz por estar ali, no meio daquela multidão de corredores. Olhei para o outro lado da lagoa e percebi aquele tanto de gente correndo em todo o entorno dos 18km da Lagoa da Pampulha. Me ocorreu a imagem da lagoa sendo abraçada por esta multidão corredora. Não adianta, reclamamos o ano todo que só temos prova na orla da Pampulha, mas penso no quanto melhorei como corredora em cada uma dessas provas, e no quanto a lagoa se tornou um lugar especial para mim por esta razão.
Fase 3: Correndo com o coração - Avisto o km 12, as pernas já reclamam, mais um posto de água, mais um gel, o ultimo gel, o ultimo terço da prova. Penso nos amigos que fiz, no meu treinador. A chuva já levou as coisas ruins e agora meu coração só leva as coisas boas. Sinto que estou leve,lembro do meu chefe (também corredor, mas que não pode correr hoje pois esta lesionado), ele me disse: "menina, você esta no jeito, vai voar domingo na corrida." Lembro dos amigos corredores que gostariam de estar ali, mas por uma razão ou outra não puderam correr. Penso comigo, estou bem, e hora de esquecer as pernas, parar de olhar no relógio e correr com o coração. Olhei para frente e para os lados, me concentrei na energia boa de cada um dos que estavam ali, na energia boa das pessoas que gostam de mim, meus amigos, minha família. E segui meu ultimo e mais leve terço da corrida voando com o coração. Por que quando corremos mesmo com o coração, estamos tão leves que voamos.
Lá pelo meio do km 17 avisto um amigo de corridas e pedaladas, o Zé. Gritei corre Zé, e segui em frente. Km 17, últimos minutos de prova, agradeço a Deus por este dia, por este ano de corridas. De repente Zé passa por mim e me chama para um peguinha nos metros finais. Cruzamos juntos o pórtico de chegada. E mais uma Volta da Pampulha concluída em 1h 34min 16 seg de pura felicidade, para fechar bem este ano tão especial para mim nas corridas. Um ano de treinos e aprendizados e o ano onde correr com o coração deixou de ser apenas uma expressão e passou a fazer muito sentido.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Quando começa uma prova?



Para mim, na verdade uma prova envolve um grande processo. Ela começa junto à motivação de corrê-la. No planejamento dos treinos, na decisão da inscrição. Cada dia de treino faz parte dela. A motivação de acordar, vestir shorts, camiseta e tênis e sair para cada treino. A vitória, não é apenas concluir no tempo esperado. Para mim são as pequenas vitórias diárias a cada treino. Os dias em que corro muito bem e o treino sai melhor que o esperado, ou nos dias ruins a motivação que empurra à saber que amanhã será melhor. Sair no frio, chuva, calor, manhã ou noite. Os amigos que te motivam e encorajam. Os medos e limites superados e a certeza de que sempre se pode fazer um pouquinho mais, um pouquinho melhor. O dia da corrida é apenas o dia da corrida, já que todos os dias são grandes dias, cada treino pode ser “o treino”. A motivação não precisa ser uma prova. Melhor que ela faça parte de todos os dias, pois todos eles podem ser especiais. O coração acelerado, as pernas em movimento, a respiração ofegante. Para quem olha de fora pode parecer um passo na frente do outro. Mas internamente, sei e apenas “eu sei “ que naquele preciso momento, quando eu corro, estou em contato com a minha alma, e só ali, naquele momento eu sei quem sou de verdade. Todos os dias, a cada treino. Uma prova é apenas “uma” prova. O desafio está em todos os dias.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Em ritmo quase frenético!

Sexta passada fiz meu último longo para as 10 Milhas Mizuno. Foram 14 km, nada inédito para quem está acostumado aos longos para as meias que corri esse ano. Inédito mesmo foi meu treino de tiros da semana passada, com tiros de 1500m, o que para mim, foi quase um treino de ritmo. Achei bom no primeiro tiro, mas depois ficou bem puxado, de terminar o último dos 5 tiros com as pernas bambas rs! Domingo teve a corrida da track& field no BH Shopping, com percurso no Belvedere, cheio de subidas e com um fianl cruel, tendo duas rampas do estacionamento do shopping super íngrimes para subir nos metros finais da corrida. Foi uma das minhas corridas mais sanguinuzói, que eu fecharia com tempo muito bom, não fossem essas danadas dessas rampas, que me custaram nada menos que dois minutos a mais de prova, pois já tinha chegado nelas no limite dos meus pobres quadríceps! Depois da prova teve aquele social básico, que tenho ficado cada vez mais viciada. Encontrar os amigos, dar risada e falar muita bobagem!
Esta semana tinha começado meio devagar, sem ânimo, mas ontem fui no spinning e já fiquei bem mais animada. Primeiro pela aula em si, que é super motivadora e segundo por que percebi meu condicionamento na bike, muito melhor que na semana passada, bom demais para quem estava pensando em desistir por achar que não dava conta> Vai rolar um evento de 6h da spinnig na academia e já estou me coçando para participar, vamos ver o calendário das corridas, mas se não tiver nada importante, me inscrevo essa semana mesmo. Viciei geral no spinning! Era só um motivador para eu desencostar a bike e pedalar na rua, e esse é o grande problema, spinnig é viciante demais e acaba consumindo o tempo onde eu pedalaria na rua. Mas pensando que para efeitos de treino o spinning tem mais qualidade, então, tá valendo! E amanhã tenho tirinhos de 500 para o treino. Vida boa essa de correr e pedalar!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ride Florecita!


Demorei, mas apareci! Fui para a terrinha, mas voltei à tempo de prestigiar, no domingão, o desafio das matas. Trail run prá lá de bacana que aconteceu no Parque das Mangabeiras. A corrida foi super organizada, o kit bacana, percurso com subidas, descidas, terra, calçamento e muito visual. Teve riozinho para atravessar. Foi a parte que eu mais gostei, passar uma pontezinha e depois cruzar um riozinho seguido de uma subida. Nesse ponto muita gente reunida torcendo, super emocionante! Corri bem, fechei em 52 min, ficando em segundo lugar na minha categoria (brilhei! rsrsrs). Mas o bom mesmo é correr ao lado dos amigos e a confraternização pré e pós prova.

Ontem voltei a fazer spinning, afinal já que além da corrida, não dou conta de fazer mais nenhuma atividade de maneira apropriada por causa dos campos, deicidi fazer uma coisa que eu gosto muito e que me sinto estimulada. Hoje fiz avaliação na academia e sempre é a mesma coisa: perder banha, ganhar músculos, alongar o que está encurtado (no meu caso de 13 músculos avaliados 7 estão com algum encurtamento rs). Gostei da academia, do ambiente não clautrofóbico. Enquanto estiver por aqui, pretendo seguir frequentando.

Dos treinos de corrida, ontem foi descanso, hoje 9km a 5'36". Amanhã tirinhos que eu gosto! Hoje está rolando o pedal do Dia Mundial Sem Carro, mas não consegui me organizar para ir. Vamos ver se com o spinning eu animo mais de levar a bike para passear na rua.

Dica: Dia sem carro - Experimente!
A proposta do Dia Sem Carro é, em primeiro lugar, experimentar outras formas de deslocamento e deixar o carro em casa. Vivenciar a cidade, seus problemas e belezas de maneira não-mediada é um remédio surpreendente para a carrodependência, um antídoto para a degradação do tecido social, podendo inclusive resultar em transformações coletivas maiores e inesperadas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tirinhos

Hoje foi dia de intervalado. Nenhum bicho de 7 cabeças, 12 tirinhos de 500m. É o treino que eu mais gosto, mas depois do treino estou sentindo bem a pancadaria rs. Mas já tem duas semanas que não treino intervalado, portanto, não poderia ser diferente. Ontem foi light, só no trotinho e amanhã é descanso!
Muitas idéias na cabeça, já que a musculação não rolou, vou fazer coisas mais divertidas enquanto tenho tempo livre. Semana que vem volto à pedalar, na bike e no spinning. A bike, que por enquanto está mais para cabide de poeira, mas isso mudará. Dessa vez nada de exageros, é só prá passear e relaxar mesmo. E hoje embarco rumo a terra do leite quente ver a família, o maridão e a Bibi. As outras duas gatas disseram ao povo que ficam, então nada de levar gato no porão do avião! Vão ficar em casa lindas e gordas, aqui na terrinha delas que está baum demais. Sábadão faço um longuinho por lá, domingão corro o desafio das matas aqui. E semana que vem já é outra história.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Divulgando: 22 de setembro: Dia mundial sem carro



Excesso de automóveis, trânsito caótico, poluição, acidentes, prejuízos materiais e humanos: a mobilidade é o pesadelo urbano do início do século 21. Colocando o problema na ordem do dia, várias cidades mundo afora instituem todo 22 de setembro o Dia Mundial Sem Carro. Belo Horizonte, ainda de forma mais simbólica que efetiva, participa do movimento há alguns anos. Nessa data, será realizada uma pedalada-manifesto ao longo da Avenida do Contorno, abordando motoristas com panfletos educativos sobre o problema do uso excessivo de automóveis e a necessidade de um trânsito mais civilizado. Esperam-se centenas ciclistas para o percurso de 15 km, com concentração na Praça da Liberdade às 18h e início da pedalada às 19h. Todas as informações estão no site www.mountainbikebh.com.br/22setembro A pedalada é uma realização do grupo de ciclistas Mountain Bike BH, com apoio dos grupos Hora do Blush, MTB Barreiro, Magrela's, Pedal do Frango e União Ciclística Desportiva Recreativa de Minas Gerais.



Contatos: Humberto Guerra - (31)8806-0075 - humbguerra@yahoo.com.br Vinícius Mundim - (31)9133-7574 - viniciusmundimz@gmail.com